Arquivo de jardim

Ação em Curitiba – Sábado 16.01

Posted in Uncategorized with tags , , , , on janeiro 14, 2010 by goura

‘ Ataque’  em um terreno na esquina da Prudente de Maraes com Padre Agostinho.

Levem mudas, sementes, placas, dizeres e ferramentas!

“Eles cultivam terrenos que estão abandonados, substituindo lixo por flor, rato por abelha, água parada (leia-se foco de mosquito) por planta irrigada, barata por borboleta e por aí vai… Os jardins livres são cultivados por várias pessoas de maneira livre. Não existe um líder, cada um lidera uma parte da tarefa. Os jardins são espaços de envolvimento da vizinhança (em tempo de tanto desenvolvimento) , exercício físico produtivo (na era das academias), contato e cuidado com a criação de Deus (diante da supersafra de concreto e asfalto).

Os jardins não pretendem preocupar os proprietários, apenas produzir mais beleza e criar movimento que não produza CO2. Os jardins não se ocupam em briga por posse de terra. Nem objetivam lucro, caso haja algum excedente de produção, este será doado a grupos que trabalhem com segurança alimentar.

Os jardins oferecem liberdade aos terrenos baldios (que o Aurélio categoriza como: sem proveito, inútil.)

Então: Que tal libertar um terreno baldio, hoje?”

Jardinagem Libertária em Schopenhauer

Posted in Uncategorized with tags , , , , , on janeiro 9, 2009 by goura

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“Ainda assim, como a natureza é estética! Todo pequeno espaço inteiramente não cultivado e selvagem, em outras palavras, deixado livre para a própria natureza, é de pronto decorado por ela da maneira mais graciosa – é adornado com plantas, flores e arbustos, cujo desenvolvimento  fácil e irrestrito, graça natural e belo agrupamento, atestam que eles não cresceram sob a varinha da correcção do grande  egoísta, mas que aqui a natureza tem sido livremente ativa. Todo pequeno canto negligenciado imediatamente torna-se belo.

Sobre isto se estabelece o principio dos jardins ingleses que é o de esconder a arte tanto quanto possível. Pois apenas assim a natureza é perfeitamente bela, em outras palavras, mostra com grande distinção a objectivação da vontade de viver que é ainda sem conhecimento. Esta vontade se manifesta aqui com a maior ingenuidade, pois as formas não estão determinadas, como no mundo animal, por fins e objetivos externos, mas apenas imediatamente pelo solo, clima e uma misteriosa terceira coisa, em virtude da qual tantas plantas que brotaram inicialmente do mesmo solo e clima mostram, ainda assim, tamanha diversidade de formas e caracteres.

A imensa diferença entre os jardins ingleses, ou mais corretamente chineses, e os antigos jardins franceses, os quais  estão agora se tornando cada vez mais raros, mas que ainda existem em alguns espécimes esplêndidos, se assenta, em ultima analise, no fato de que os primeiros são dispostos num espirito objetivo, os outros, subjetivo. Assim, naqueles a vontade da natureza, que se objetiva em arvore, arbusto, montanhas e curso  d’água, é trazida à expressão mais pura  possível destes, suas Idéias, e assim, de seu  próprio ser interno. Nos jardins franceses, por outro lado, apenas a vontade do dono é refletida. Ela subjugou a natureza de tal forma que ao invés de suas Idéias, ela carrega, como sinais de sua  escravidão, formas artificiais impostas a força sobre ela, tais como arvores cortadas em todos os tipos de formas, linhas retas, arcos e assim por diante.” 

Arthur Schopenhauer – in Isolated remarks on natural beauty (WWR II – p.403)