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Menos Pinus, Mais Pinhão!!

Posted in Uncategorized with tags , , , , , , on julho 23, 2013 by goura

Menos Pinus, Mais Pinhão!!

As árvores e a ocupação do espaço público

Posted in Uncategorized with tags , , , , , , on dezembro 27, 2012 by goura

http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/conteudo.phtml?tl=1&id=1330755&tit=As-arvores-e-a-ocupacao-do-espaco-publico

As árvores e a ocupação do espaço público

Oficialização do Jardim de Sofia - Centro Cívico - Curitiba (setembro de 2012)

Oficialização do Jardim de Sofia – Centro Cívico – Curitiba (setembro de 2012)

 Publicado em 26/12/2012 | JORGE BRAND

Discutir a política de arborização das cidades requer uma predisposição ao diálogo. Não podemos admitir um monólogo destrutivo e tecnocrático do poder público, que, em geral, não discute tal política com as comunidades. Tudo deve ser discutido e, no melhor dos cenários, a responsabilidade pelo plantio e cuidado com as plantas deve ficar a cargo dos próprios cidadãos.

“O melhor governo é o que menos governa”, já afirmou Thoreau (1817-1862), contradizendo todos os ânimos exaltados de nossos gestores, que parecem não querer admitir a possibilidade de os cidadãos tomarem conta de fatores que envolvem diretamente suas próprias vidas. Destruir praças para o trânsito dos carros, criar novos binários em ruas ainda pacatas, dificultar a vida dos pedestres e ciclistas, tudo isso parece ser encarado apenas como o simples ônus da vida nas cidades. Mas, na verdade, não é. Isso tudo é fruto de escolhas políticas execráveis que não consideram as pessoas, mas apenas as máquinas e o capital. O que se cria com tudo isso? Cidades horríveis onde ninguém deseja estar, onde sair de casa é um tormento. Onde atravessar uma rua qualquer é risco de vida.
Uma cidade feita para as pessoas, que considere a escala humana, a velocidade dos pés e o horizonte do olhar, é bastante diferente de uma cidade construída para os carros, ou, ainda, de uma cidade que se submete aos mandos e desmandos dos empreendimentos imobiliários. Curitiba parece não saber exatamente em qual categoria quer se encaixar.
É cidade rica em contradições. Ao mesmo tempo em que a prefeitura corta árvores de vastos trechos urbanos, sem consulta prévia aos moradores, cidadãos preocupados se lançam em práticas políticas de ação direta. Engenheiros dedicam-se ao plantio de mudas perto das linhas de trem. Grupos plantam árvores nativas nas margens do Rio Belém, recriando espaços de convivência e ressignificando a “coisa pública”. Outros, com claro intuito preservacionista, se acorrentam em árvores que estão sob a mira dos gestores. Tudo isso é muito bom. A cidade é espaço de embate e confronto e devemos superar a hegemonia de um só pensamento ou prática, cultivando nossos jardins e a arte da política, ou seja, da vida em comunidade.
No Jardim Ambiental, junto à quadra de esportes próxima à Rua Itupava, havia uma árvore linda, que cresceu contorcida, bela em sua disformidade. Oferecia um caminho para o alto, um banco mais elevado em seu tronco e um espaço de brincadeiras, além, é claro, de vasta sombra para quem quisesse. Da noite para o dia desapareceu. Estava saudável, forte e viçosa. Não apresentava risco algum. Por outro lado, na Avenida Silva Jardim, em tempos recentes, um vendaval derrubou uma árvore que causou a morte de um motorista. Quem toma conta de nossas árvores? Quem fiscaliza sua saúde? Quem determina quem vive e quem morre?
Uma política de arborização deve ser construída com a participação efetiva dos moradores. As crianças e as escolas podem ter um papel central nisso tudo. Mudas de árvores podem ser distribuídas regularmente nas feiras de rua, junto com as instruções de plantio. Todo o lixo orgânico doméstico pode facilmente virar composto em nossas próprias casas e tornar-se o adubo das praças e passeios, aliviando, de maneira significativa, o fardo dos aterros. No fim das contas, as árvores representam o ciclo da vida, das águas, do ar e de tudo aquilo que ignoramos em nossa pressa e insensatez.
Jorge Brand, filósofo, é coordenador-geral da Associação de Ciclistas do Alto Iguaçu (CicloIguaçu).

Curso das Estações com o Mago Jardineiro

Posted in Uncategorized with tags , , , , , on março 4, 2010 by goura

Bate-papo no jardim durante um estudo no ano passado

Olá amigos!

Neste ano o espaço Universo Flor da Terra promove um curso de jardinagem com o Mago Jardineiro, que terá como foco o desenvolvimento do jardim através das estações do ano. O que fazer em cada estação, como usar as fases da lua a seu favor, produzir alimentos orgânicos e puros, aprender a harmonizar o jardim com os ritmos da natureza.

Girassóis deste verão no Universo Flor da Terra

O primeiro encontro será no dia 20 de março, um sábado, das 9hs às 12hs, iniciando a temática do outono. Serão abordados temas como:

Acondicionamento do solo

Compostagem

Adubação verde

Biomineração

Banco da Biodiversão

O segundo encontro, marcado para o 17 de abril, será sobre:

Quintais Agroflorestais

Horta orgânica

Cercas biodiversas

Frutíferas

Plantas companheiras

O terceiro e último encontro do outono será no dia 15 de maio. Serão estudados:

Arranjos Paisagísticos

Vasos e floreiras

Canteiros mandala

Mini jardins

Plantas de interior

O curso terá continuidade durante o ano, nas estações do inverno, primavera e verão.

Sobre o investimento:

Cada encontro avulso: R$70

Para o módulo do outono inteiro: R$150 (pagamento único)

As inscrições devem ser feitas antecipadamente pelos telefones 3352-0201 / 8873-2617 / 9907-7605

As vagas são limitadas (10 alunos).

Para maiores informações escreva para:

Iracema: macerai@hotmail.com

Goura: souldefiance108@yahoo.com.br

Colheita do verão

Bosque de Sofia

Posted in Uncategorized with tags , , , , , , , , , , , on março 3, 2010 by goura

Instalação no Bosque de Sofia

Aqui em Curitiba muitos grupos de Jardinagem Libertária estão se formando e atuando nos espaços da cidade, inserindo novos símbolos no meio da apatia cinzenta do urbanismo motorizado.

Uma das ações que estamos fazendo durante este verão é o BOSQUE DE SOFIA, em homenagem a sabedoria, deusa pagã, que nos dias de hoje, não tem muito espaço para se manifestar. Intencionalmente decidimos desenvolver as ações justamente embaixo do ‘nariz’ das autoridades, na ciclovia que margeia o quase-morto Rio Belém no Centro Cívico, bem em frente ao Palácio das Araucárias, de onde o governador expressa suas vontades.

Pau-Brasil na ciclovia do Rio Belém

Plantamos já mais de 50 árvores – jacarandás, ipês, guapuruvus, araucárias, sibipirunas, paineiras, araças, pitangas, bananeiras, um chorão, entre outras.

As mudas estão crescendo, se benificiando das chuvas do verão e atraindo os olhares curiosos, quase espantados, dos transeuntes.

Durante os plantios muita coisa legal acontece. As pessoas param, perguntam, elogiam. ‘É do governo?’, ‘É alguma ONG?’

Muita gente parou o que estava fazendo, pegou uma pá e deixou sua contribuição. A Jardinagem provoca reações. Plantamos junto abóboras, manjericões, girassóis, cosmos e outras coisas. As mudas também foram colocadas numa distância segura da ciclovia, para darem sombra mas não estragarem o calçamento com suas raízes.

A Jardinagem Libertária quer cidades calmas, tranquilas, silenciosas e deliciosamente criativas. Quer pessoas nas ruas cuidando da terra, instaurando o caos criativo, a energia criadora que ousa questionar os dogmas e imperativos do mercado, este maldito que deseja controlar tudo e todos.

A jardinagem é o elogio da liberdade e da contemplação.

Quando passar por ali, ajude a cuidar. Leve mais ervas e flores para plantar junto. Coloque uma placa, uma fita para sinalizar as pequeninas.

Viva o Bosque de Sofia!!

Goura Nataraj (souldefiance108@yahoo.com.br)

Símbolos no Bosque de Sofia

Ação em Curitiba – Sábado 16.01

Posted in Uncategorized with tags , , , , on janeiro 14, 2010 by goura

‘ Ataque’  em um terreno na esquina da Prudente de Maraes com Padre Agostinho.

Levem mudas, sementes, placas, dizeres e ferramentas!

“Eles cultivam terrenos que estão abandonados, substituindo lixo por flor, rato por abelha, água parada (leia-se foco de mosquito) por planta irrigada, barata por borboleta e por aí vai… Os jardins livres são cultivados por várias pessoas de maneira livre. Não existe um líder, cada um lidera uma parte da tarefa. Os jardins são espaços de envolvimento da vizinhança (em tempo de tanto desenvolvimento) , exercício físico produtivo (na era das academias), contato e cuidado com a criação de Deus (diante da supersafra de concreto e asfalto).

Os jardins não pretendem preocupar os proprietários, apenas produzir mais beleza e criar movimento que não produza CO2. Os jardins não se ocupam em briga por posse de terra. Nem objetivam lucro, caso haja algum excedente de produção, este será doado a grupos que trabalhem com segurança alimentar.

Os jardins oferecem liberdade aos terrenos baldios (que o Aurélio categoriza como: sem proveito, inútil.)

Então: Que tal libertar um terreno baldio, hoje?”

Estudos de Jardinagem com o Mago Jardineiro

Posted in Uncategorized with tags , , , , , on julho 28, 2009 by goura

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Angustifolia Libertária

Posted in Uncategorized with tags , , on junho 4, 2009 by goura

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Jardim de Volts encontra Jardinagem Libertária

Posted in Uncategorized with tags , , , , , , , , on abril 2, 2008 by goura

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Desenrolando algumas tentativas de sugerir rituais, carnavais ou qualquer tipo de liturgia-comunhão que pudessem dar conta de simbolizar e sensibilizar para questões sobre relações entre tecnologia, sociedade e corpo que há alguns anos temos discutido em nossas redes,
tentei conceituar já há quase dois anos uma brincadeira-manifesto que foi batizada de Jardim de Volts.

Jardim de Volts busca encontrar uma forma de entendermos a tecnologia (e a “ciência” que a tornou possível) como algo que não é uma magia da indústria e sim fruto da inteligência humana em observar a natureza. Então porque tudo se descontrolou tanto? Aquilo que poderia ajudar a humanidade a construir um mundo melhor ainda serve quase exclusivamente para gerar um consumo sem sentido, sem a menor responsabilidade social e sem medida da destruição do nosso instinto de integração com todo ecossistema.

Escrevi um rascunho de idéia que ao meu ver ainda continua muito crua:
( http://estudiolivre.org/tiki-index.php?page=JardinDeLosVolts )

Durante o encontro Submidiologia 2 a bricadeira foi tomando mais forma:
( http://pub.descentro.org/submidialogia_o_estudo_da_subversao_dos_meios )

Apesar de até hoje não ter elaborado melhor uma reflexão sobre a proposta tenho comentado aqui e ali e isso acabou rendendo alguns encontros.

Recentemente recebi um convite do pessoal que em Curitiba tem organizado uma ação direta muito esperta e divertida, que foi batizada de “Jardinagem Libertária”. Nesta o grupo celebra a busca por consciência ecológica promovendo encontros, bicicletadas, caminhadas e outras buscas onde revitalizam o espaço urbano plantando árvores pela cidade. O grupo chegou a criar uma praça num abandonado terreno baldio, que foi batizada de “Praça PIrata”…
( https://jardinagemlibertaria.wordpress.com/ )

Por duas vezes seguidas este ano, em Fevereiro e Março de 2008, tentei de alguma maneira conectar a proposta com a idéia do Jardim de Volts, e curiosamente fui surpreendido por contratempos que me fizeram refletir sobre o próprio processo que eu estava querendo trazer como discussão.

Da primeira vez uma chuva impedia que minha proposta de tirar energia de limões, usando computador pra transformar poéticas sonoras recombinadas de arquivos mandados para mim se realizasse. Da segunda, um HD com problemas atrasava toda a preparação do sistema para o tal.

Enquanto preparava o HD pra tentar realizar aquilo que eu imaginava como uma colaboração, eu fui aos poucos refletindo sobre o ritmo que eu mesmo me encontro agora, depois de tantos anos vivendo em função da internet e sua promessa de informação e comunicação total.

Pensei também na minha paranóia de “eficiência”, também parte de um sintoma de todo esse prometido “progresso”, que eu queria criticar com uma retórica tão metida a eloqüente.

Curiosamente no sábado de manhã eu fui aos poucos conseguindo deixar o sistema pronto, mesmo tendo freado um pouco meu ritmo, influenciado pela reflexão.

Chegando no lugar, me deparei com dezenas de pessoas, fazendo intervenções num muro de tapume de um outro terreno baldio (uma nova Praça Pirata?), e fui visitar a já citada e arborizada primeira Praça Pirata.

O fato é vendo a naturalidade com que a piazada tava lidando com aquilo, me caiu a ficha que toda aquele meu processo metódico de determinismo pra fazer um tipo de “demonstração” de expressões da eletrônica fora do processo industrial ainda estavam muito viciados na ilusão de “ter tudo sob controle” como prega nosso cego processo civilizatório.

Ao invés de imediatamente influenciar todo aquele esforço manual que estava acontecendo ali pra prestar atenção em algo completamente desviante que eu estava preparado pra fazer, eu decidi tentar ajudar nas intervenções, entender, compartilhar os processos e tentar pensar um pouco daquilo que o Jardim de Volts estava propondo a partir daquela experiência.

Naquele exato momento percebi o quanto as pessoas estavam aparelhadas com suas tintas, pás, estiletes, canetas, máquinas fotográficas, instrumentos musicais, impressos e outros utensílios que além de ferramentas super úteis para a ocasião, também contribuiram para o giro de toda uma economia industrial.

Todo aquele belo romantismo de desenhos nos tapumes do terreno baldio e plantar árvores no quarteirão em volta estava ali inevitavelmente sujeito a um processo industrializado que vai culminar num eminente uso do terreno pelo seu proprietário. Talvez toda a revitalização do quarteirão até ajude na especulação imobiliária do terreno.

Obviamente que toda essa reflexão pelo viés pessimista cai numa perspectiva totalmente radical de encarar o processo civilizatório do qual somos indissociáveis avatares, como em teorias do Anarco-Primitivismo ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Anarco-primitivismo ) .

Não é díficil presumir porque reflexões tão profundamente realistas sobre a incapacidade do homem usar sua incrível inteligência para uma comunhão mais saúdavel com o planeta podem cair em surtos de violência irracional como a desesperada ação do Unabomber ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Theodore_Kaczynski )…

No entanto, como pensar uma maneira não-violenta em que de dentro pra fora possamos redesenhar nossa função em construir uma “ciência” mais alinhada com as necessidades do mundo, e não apenas com o egoísmo consumista e imediatista que nos surge pelos tradicionais simulacros com a idéia de progresso e prosperidade?

Obviamente a resposta não é nada simples, mas acredito que ali na Jardinagem Libertária, entre algo de uma energia bastante pueril e ingênua de jovens querendo afirmar seus traços, haviam também esforços extremamente responsáveis, bravos e inteligentes de fazer sua parte para criar um mundo melhor e menos alienado do que está a sua volta.

Quanto aos Volts, aos poucos eles vão encontrando maneira de entoar mantras nos Jardins, buscando entender como esse conhecimento sobre a energia pura e canalizada pode ser menos destrutiva e mais esperta.

Por enquanto, fico bastante feliz em poder ver crescer o pé de limoeiro que plantamos ali ao lado da calçada naquele dia. Espero que ele possa um dia dar frutos. Que estes possam ajudar para que por trás dos tapumes ao invés de ignorantes templos de consumo apareçam mais Jardins Libertários.

glerm soares  – organismo@gmail.com