Bicicletada e Jardinagem Libertária

Bicicletada e jardinagem libertaria

Uma dupla dinâmica!

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3 Respostas to “Bicicletada e Jardinagem Libertária”

  1. Olá, a todos aí da Jardinagem.

    Não sei ao certo se um relato como esse lhes serve como munição, mesmo assim resolvi que alguém como vocês deveriam ter ciência de um ocorrido.

    No último sábado, dia 16 de janeiro, foram cruelmente assassinadas três lindas araucárias em um terreno particular ali no Cabral. Moro nesse terreno, em uma das quatro casas ali construídas, há muitos anos. As três araucárias deveriam ter, em média, 50 anos cada. Não sou entendido do assunto, portanto não sei precisar esses dados. Mas posso precisar o assassinato.

    Nesse dia, por volta das dez da manhã, três homens evntindo macacões caqui deram início à derrubada da menor das três árvores. Observei o ocorrido e só me dei conta de que aqueles homens estavam derrubando, e não podando, a pequena araucária, quando esta, já desprovida dos longos galhos e da copa, foi atacada pela serra-elétrica. Eu estava de saída, com minha namorada e, no caminho para a rua pude ver que o negócio ali era sério. Chegamos então à casa da dona Loreta, proprietária do terreno e das casas dali, e a chamamos, tentando obter explicações. Mesmo com a casa toda aberta – sabemos que quando a casa está com as janelas abertas, dona Loreta está em casa – ela não nos atendeu. Minha namorada, já bastante braba, foi até os homens e perguntou o que faziam ali, ao que responderam que iam derrubara as três árvores – certamente sem autorização. Liguei para o IBAMA. Fui atendido por um homem a quem relatei a situação. O homem disse estar cobrindo a folga de outro e que não poderia ajudar com muita coisa, nnao entendi muito bem o porquê. Desliguei. Insistimos em chamar a dona Loreta. Nenhum sinal da mulher. Liguei novamente ao IBAMA e perguntei se havia alguma outra coisa que poderia ser feita. O homem, então, me passou o número do corpo de bombeiros! A essa altura, a segunda araucária já estava sendo atacada sem dó. Liguei para o Corpo de Bombeiros, relatei o caso e fui comunicado que deveria falar com a Força Verde, da Polícia Militar. Consegui o número (0800 643 0304) e fui imediatamente atendido. Um soldado anotou a denúncia, pedindo o maior número de detakhes possíveis da minha pessoa e não do fato. Só não perguntaram a cor da minha cueca. Enfim. Feita a denúncia, e com um compromisso pela frente, deixamos o local, já prevendo o pior.

    Logicamente, minha ingenuidade fez-se certa. Embora tenha feito a denúncia durante a derrubada das três araucárias, e tenha insistido durante todo a tarde daquele sábado em ligar para a Força Verde para reforçar a denúncia, nada impediu os homens da dona Loreta de terminarem o serviço sujo. Ao chegar em casa e me deparar com a falta das três árvores, chorei. Liguei mais uma vez para a FV e o soldado Muti (algo assim) me atendeu. Mais uma vez fiz a denúncia, ele procurou lá não sei onde e confirmou a denúncia que fiz naquela manhã. Este foi muito mais atencioso que o soldado anterior. Osoldado Muti me garantiu que as medidas cabíveis seriam tomadas, que a Força Verde iria até o local e que a denúncia seria averiguada e, sendo constatada a irregularidade, dona Loreta seria multada, no mínimo.

    Nada até hoje.

    Na segunda-feira de manhã, dia 18, cerca de 6 homens carregaram um caminhão com os troncos das árvores, que estavam sendo cerrados naquele instante.

    Mais uma vez, passei o dia ligando para a FV e ouvi sempre a mesma resposta, de que os operadores – que, segundo o soldado Muti são apenas um para o Estado inteiro – estavam todos ocupados e que deveria retornar mais tarde.

    Ao chegar em casa, em frente à casa da dona Loreta, lá estavam – e estão ainda hoje – todos os galhos das araucárias e diversas pinhas verdes espalhadas no chão.

    Resolvi, então lhes comunicar esse horrível crime. Um verdadeiro crime ambiental, cometido friamente e impunemente por esse homens à mando da dona Loreta.

    Pensei que poderíamos fazer protestos em frente a casa dela. Estou pensando em colocar uma faixa sobre os galhos mostrando a todos que ali naquele lugar fora cometido um crime.

    Creio que vocês têm mais contatos que eu, por isso pensei em vocês.

    Caso queiram verificar a veracidade do meu relato, dêem uma passadinha ali na rua Recife, número 200.

    Bem, era isso.

    Obrigando pela atenção.

  2. Publica aquele rascunho da ilustração na Bicicletada também …

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