Arquivo de junho, 2008

EUA: protesto contra derrubada de árvores

Posted in Uncategorized on junho 30, 2008 by goura

Nos Estados Unidos, o protesto de um grupo de jovens contra a derrubada de árvores virou assunto nacional.
http://jornalnacion al.globo. com/Telejornais/ JN/0,,MUL614340- 10406,00- EU

A casa no alto do carvalho foi feita há quase dois anos por nove jovens americanos que desde então, não pisam em terra firme.

Os gritos avisam que os moradores estão acordando. Eles passeiam pelos galhos. Do rapaz, identificado como Shem, um recado:

“Se queremos impedir a destruição do planeta temos que começar em nosso próprio quintal”.

A Universidade de Berkeley, na Califórnia, decidiu, em 2006, implodir um velho estádio e derrubar pinheiros, sequóias e carvalhos para a construção de um centro de atletismo.

Os manifestantes dizem que algumas árvores têm mais de cem anos e querem que a obra seja feita em outro lugar.

O protesto ganhou apoio da prefeitura e de ambientalistas.

Mas a justiça, ao mesmo tempo que embargou a obra, determinou a desocupação do bosque.

Parece uma fábula, um filme de aventura, mas para a direção da universidade é uma enorme dor de cabeça. Os policiais têm ordem para prender os manifestantes a qualquer momento, mas simplesmente não conseguem. Enquanto eles tiverem força para ficar lá em cima, a batalha continua.

“Eles serão presos assim que pisarem no chão”, diz o policial.

O porta-voz da universidade afirma que a ocupação é ilegal e que só depende da liberação da justiça para começar a obra.

Enquanto isso, o manifestante leva uma bandeira até o alto da árvore. Para ele, um sinal de vitória.

Para escrever no blog . . .

Posted in Uncategorized on junho 24, 2008 by goura

Então, quem quiser escrever no blog, narrar suas aventuras libertarias, postar fotos, criar dialogos, mande um e-mail para mim (Goura – souldefiance108@yahoo.com.br)  ou  para o Walfrido (walfrido77@gmail.com).

 

Ghost Mice – Lost City

Deep down underneath all this metal and concrete
Is a world that we all left behind
And I’ve got a pick
And I’ve got a shovel
I’m gonna dig it up in time
And underneath this street grows a grass tall and green
All it needs is some sunlight
And if you will help me break up this concrete
I know we’ll dig it up in time

And we’ll burn down the towns
Mix their ashes with the ground
To make our soil rich and black
And we’ll plant some seeds
And we’ll grow tall trees
And we’ll take our old world back

Jardinagem Libertária em Tchekhov

Posted in Uncategorized with tags on junho 2, 2008 by goura

SONIA: Mikhail Lvovitch planta novos bosques todos os anos e já recbeu uma medalha de bronze e um diploma por isso. Ele se esforça para que as velhas florestas não sejam derrubadas. Se a senhora o escutar vai concordar com ele em tudo. Ele diz que as florestas embelezam a terra, ensinam ao homem o que é belo e elevam o espírito. A floresta atenua a severidade do clima. Nos países onde o clima é mais ameno gastam menos energia na luta contra a natureza e, por isso mesmo, lá o homem é main manso e terno, lá as pessoas são mais bonitas e sensíveis, o entusiasmo brota fácil, a fala é melodiosa e os movimentos são graciosos. A ciência e as artes florescem, a filosofia não é tão lúgubre e a relação com a mulher é impregnada de beleza e nobreza.

VOINITSKII: (rindo) Bravo, bravo! Tudo isto é encantador, mas nada convincente, portanto (a Astrov) nos permita, amigo, que continuemos usando madeira para aquecer nossas estufas e construir nossos celeiros.

ASTROV: Você poderia aquecer a estufa com turfa e construir o celeiro com pedras. Está bem, que seja, você pode cortar a árvore quando precisar . . . mas para que destruir as florestas? As florestas russas rangem sob os golpes de machado, milhões de árvores são derrubadas, os lares dos animais selvagens e dos pássaros são revirados, os rios se esgotam e secam, desaparecem para sempre as paisagens maravilhosas (somente porque não passa pela cabeça do homem preguiçoso dobrar as pernas e catar a lenha do chão. (A Ielena Andréivna) Não tenho razão, minha senhora? É um bárbaro insensato aquele que queima na estufa essa beleza, destrói aquilo que somos incapazes de criar. O homem foi dotado de juízo e força criadora para que multiplicasse aquilo aque lhe foi entregue, mas até agora nada criou, apenas destruiu. A cada dia as florestas minguam mais e mais, os rios se esgotam, a vida selvagem se extingue, o clima fica mais adverso e a terra cada vez mais se torna pobre e feia. ( A Voinitskii) Seu olhar é irônico e acha que estou falando besteiras . . . talvez haja, de fato, algo de excêntrico nisso tudo, mas quando passo pelos bosques dos camponeses que salvei da destruição, ou quando ouço o sussurar do bosque jovem que plantei com as próprias mãos, então sei que o clima depende um pouco de mim também, e se dentro de mil anos o homem for feliz, então eu também contribuí com uma pequena parcela para isso. Quando planto uma muda de bétula e mais tarde a vejo verdejante, agitando-se ao vento, minha alma se enche de orgulho e eu . . . no geral amo a vida, mas acho insuportável nossa vidinha russa burguesa e provinciana, eu a desprezo com todas as minhas forças.”