Nos Estados Unidos, o protesto de um grupo de jovens contra a derrubada de árvores virou assunto nacional.
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A casa no alto do carvalho foi feita há quase dois anos por nove jovens americanos que desde então, não pisam em terra firme.
Os gritos avisam que os moradores estão acordando. Eles passeiam pelos galhos. Do rapaz, identificado como Shem, um recado:
“Se queremos impedir a destruição do planeta temos que começar em nosso próprio quintal”.
A Universidade de Berkeley, na Califórnia, decidiu, em 2006, implodir um velho estádio e derrubar pinheiros, sequóias e carvalhos para a construção de um centro de atletismo.
Os manifestantes dizem que algumas árvores têm mais de cem anos e querem que a obra seja feita em outro lugar.
O protesto ganhou apoio da prefeitura e de ambientalistas.
Mas a justiça, ao mesmo tempo que embargou a obra, determinou a desocupação do bosque.
Parece uma fábula, um filme de aventura, mas para a direção da universidade é uma enorme dor de cabeça. Os policiais têm ordem para prender os manifestantes a qualquer momento, mas simplesmente não conseguem. Enquanto eles tiverem força para ficar lá em cima, a batalha continua.
“Eles serão presos assim que pisarem no chão”, diz o policial.
O porta-voz da universidade afirma que a ocupação é ilegal e que só depende da liberação da justiça para começar a obra.
Enquanto isso, o manifestante leva uma bandeira até o alto da árvore. Para ele, um sinal de vitória.

