Guapuruvus de Curitiba

Postado em Uncategorized às Julho 23, 2008 por goura

Este belo espécime se encontra na Av. Ns. da Luz. Estamos mapeando os Guapuruvus da cidade. Quem souber de outros mande as coordenadas. Dizem que eles criam um campo magnético de proteção ao seu redor. Também afirmam que os indios uilizavam sua madeira na construção de canoas. São arvores lindas, majestosas e imponentes.

Este outro esta nas mesmas redondezas, é mais jovem e esta presente na caixa d’agua da Sanepar, também na mesma avenida. Da pra ver um segundo mais ao fundo também.

Viva os Guapuruvus!!

BICICLETADA de Curitiba no dia 26/07

Postado em Uncategorized às Julho 19, 2008 por goura

A BICICLETADA  de Curitiba esta convidando todos os ciclistas para uma grande manifestação que contara com a presença de amigos cicloativistas de São Paulo. Um ônibus com mais de 30 pedalantes estara chegando na terra do pinhão no sabado de manhã.

A idéia é quebrarmos os 3 digitos, mostrar que tem gente pedalando em Curitiba, confrontando a prepotência dos carros e ainda colocando a vida em risco pela completa ausência de uma politica urbana que contemple a bicicleta de maneira criativa e inteligente. E que aqueles que não pedalam em sua maioria o fazem pela insegurança das ruas, repletas de psicopatas armados com veiculos perigosos.

Vamos la Curitiba!! Traga sua bike, convide seus amigos, imprima folhetos e venha se divertir nesta passeio critico pelas ruas da cidade. Viva a mobilidade limpa! Abaixo a cultura do automovel!

Jardinagem de Guerrilha

Postado em Uncategorized às Julho 19, 2008 por goura

O Blog http://guerrilhasdosjardins.zip.net/ é um muito bom local para aprender algumas dicas praticas da jardinagem, ler noticias gerais ligadas ao assunto e se expor a pensamentos libertarios.

é mantido pelo amigo Sândalo, que tem nome de arvore sagrada da India.

Viva o sândalo! Chandan em sânscrito!

Ação em Curitiba neste Domingo (13/07)

Postado em Uncategorized com categorias às Julho 9, 2008 por goura

Quem quiser comparecer faremos mais uma ação nos arredores do Govardhana (Rua Augusto Stresser, 207 - www.govardhana.com.br). Plantaremos Guapuruvus, Aroeiras, Palmeiras, Ameixas, Pitangas, Girassois, etc. Domingão, 10 hs da manhã.

EUA: protesto contra derrubada de árvores

Postado em Uncategorized às Junho 30, 2008 por goura

Nos Estados Unidos, o protesto de um grupo de jovens contra a derrubada de árvores virou assunto nacional.
http://jornalnacion al.globo. com/Telejornais/ JN/0,,MUL614340- 10406,00- EU

A casa no alto do carvalho foi feita há quase dois anos por nove jovens americanos que desde então, não pisam em terra firme.

Os gritos avisam que os moradores estão acordando. Eles passeiam pelos galhos. Do rapaz, identificado como Shem, um recado:

“Se queremos impedir a destruição do planeta temos que começar em nosso próprio quintal”.

A Universidade de Berkeley, na Califórnia, decidiu, em 2006, implodir um velho estádio e derrubar pinheiros, sequóias e carvalhos para a construção de um centro de atletismo.

Os manifestantes dizem que algumas árvores têm mais de cem anos e querem que a obra seja feita em outro lugar.

O protesto ganhou apoio da prefeitura e de ambientalistas.

Mas a justiça, ao mesmo tempo que embargou a obra, determinou a desocupação do bosque.

Parece uma fábula, um filme de aventura, mas para a direção da universidade é uma enorme dor de cabeça. Os policiais têm ordem para prender os manifestantes a qualquer momento, mas simplesmente não conseguem. Enquanto eles tiverem força para ficar lá em cima, a batalha continua.

“Eles serão presos assim que pisarem no chão”, diz o policial.

O porta-voz da universidade afirma que a ocupação é ilegal e que só depende da liberação da justiça para começar a obra.

Enquanto isso, o manifestante leva uma bandeira até o alto da árvore. Para ele, um sinal de vitória.

Para escrever no blog . . .

Postado em Uncategorized às Junho 24, 2008 por goura

Então, quem quiser escrever no blog, narrar suas aventuras libertarias, postar fotos, criar dialogos, mande um e-mail para mim (Goura - souldefiance108@yahoo.com.br)  ou  para o Walfrido (walfrido77@gmail.com).

 

Ghost Mice - Lost City

Deep down underneath all this metal and concrete
Is a world that we all left behind
And I’ve got a pick
And I’ve got a shovel
I’m gonna dig it up in time
And underneath this street grows a grass tall and green
All it needs is some sunlight
And if you will help me break up this concrete
I know we’ll dig it up in time

And we’ll burn down the towns
Mix their ashes with the ground
To make our soil rich and black
And we’ll plant some seeds
And we’ll grow tall trees
And we’ll take our old world back

Jardinagem Libertária em Tchekhov

Postado em Uncategorized com categorias às Junho 2, 2008 por goura

SONIA: Mikhail Lvovitch planta novos bosques todos os anos e já recbeu uma medalha de bronze e um diploma por isso. Ele se esforça para que as velhas florestas não sejam derrubadas. Se a senhora o escutar vai concordar com ele em tudo. Ele diz que as florestas embelezam a terra, ensinam ao homem o que é belo e elevam o espírito. A floresta atenua a severidade do clima. Nos países onde o clima é mais ameno gastam menos energia na luta contra a natureza e, por isso mesmo, lá o homem é main manso e terno, lá as pessoas são mais bonitas e sensíveis, o entusiasmo brota fácil, a fala é melodiosa e os movimentos são graciosos. A ciência e as artes florescem, a filosofia não é tão lúgubre e a relação com a mulher é impregnada de beleza e nobreza.

VOINITSKII: (rindo) Bravo, bravo! Tudo isto é encantador, mas nada convincente, portanto (a Astrov) nos permita, amigo, que continuemos usando madeira para aquecer nossas estufas e construir nossos celeiros.

ASTROV: Você poderia aquecer a estufa com turfa e construir o celeiro com pedras. Está bem, que seja, você pode cortar a árvore quando precisar . . . mas para que destruir as florestas? As florestas russas rangem sob os golpes de machado, milhões de árvores são derrubadas, os lares dos animais selvagens e dos pássaros são revirados, os rios se esgotam e secam, desaparecem para sempre as paisagens maravilhosas (somente porque não passa pela cabeça do homem preguiçoso dobrar as pernas e catar a lenha do chão. (A Ielena Andréivna) Não tenho razão, minha senhora? É um bárbaro insensato aquele que queima na estufa essa beleza, destrói aquilo que somos incapazes de criar. O homem foi dotado de juízo e força criadora para que multiplicasse aquilo aque lhe foi entregue, mas até agora nada criou, apenas destruiu. A cada dia as florestas minguam mais e mais, os rios se esgotam, a vida selvagem se extingue, o clima fica mais adverso e a terra cada vez mais se torna pobre e feia. ( A Voinitskii) Seu olhar é irônico e acha que estou falando besteiras . . . talvez haja, de fato, algo de excêntrico nisso tudo, mas quando passo pelos bosques dos camponeses que salvei da destruição, ou quando ouço o sussurar do bosque jovem que plantei com as próprias mãos, então sei que o clima depende um pouco de mim também, e se dentro de mil anos o homem for feliz, então eu também contribuí com uma pequena parcela para isso. Quando planto uma muda de bétula e mais tarde a vejo verdejante, agitando-se ao vento, minha alma se enche de orgulho e eu . . . no geral amo a vida, mas acho insuportável nossa vidinha russa burguesa e provinciana, eu a desprezo com todas as minhas forças.”

Jardinagem Libertária por aí

Postado em hortas e canteiros às Maio 27, 2008 por Thiago Carva

Como disse Walfrido Neto, a Jardinagem LIbertária surgiu “De muitas pessoas; e também das gralhas azuis, que plantavam araucárias muito antes de nós pensarmos nisso; e das abelhas que sempre polinizaram as flores. A Jardinagem Libertária sempre existiu, a única coisa que estamos fazendo é chamar mais gente para ajudar.”

Andando por aí, encontrei esses canteirinhos cultivados por duas senhoras. Há arbustos e plantas decorativas. Talvez elas não levem uma vida tão libertária, mas a atitude de marcar um espaço democrático, no espaço urbano (que pertence a poucos), é sempre muito significativa!

Libertário é se dar a liberdade

Postado em Uncategorized com categorias às Maio 2, 2008 por goura

Olá Jorge.
 
V. deve estar lembrado quando a TV Sinal fez uma matéria em sua academia de yoga um tempinho atrás e na ocasião solicitei duas mudas de árvores para plantio no conjunto onde moro. Pois aí estão elas plantadas conforme prometi (fotos em anexo). As duas foram plantadas em 27 04 08 no Conjunto Mercúrio, em frente a BR 277 (km 79) lado esquerdo sentido centro/bairro ( frente a Sanepar e a passarela de pedestres). Qualquer dia volto aí para solicitar mais mudas, se for possível.
No ano passado ganhei 4 sementes de paineira e semeei em saquinhos e todas vingaram. Replantei as mudas mas somente uma sobreviveu.  As outras foram vitimas de formigas e de vandalos. A que sobreviveu esta ai na foto para comprovar.
Um abraco
 
Jacir
coretuba@ig.com.br

Marcuse já falou em 1979!!

Postado em Uncategorized com categorias às Abril 24, 2008 por goura
A ECOLOGIA É REVOLUCIONÁRIA
 
Então, por que preocupar-se com a ecologia?
Porque a violação da Terra é um aspecto essencial da contra-revolução. A guerra, genocídio contra o povo, é também um ´terricídio´, uma vez que agride as fontes e os recursos da própria vida. Não basta terminar com as pessoas vivas: tem que se impedir a sobrevivência dos que ainda não nasceram, queimando e envenenando a terra, desfolhando os bosques, arrebentando os diques. Esta insensatez sangrenta não mudará o desenlace da guerra, mas reflete bem a situação do capitalismo contemporâneo: a cruel dispersão das forças produtivas na metrópole do imperialismo acarreta o gasto inútil de forças destrutivas e o consumo de produtos mortíferos fabricados pela grande indústria bélica.
 
Transformar a condição do homem, e seu meio-ambiente natural, para ´civilizá-lo´ - isto é, torná-lo o sujeito-objeto da sociedade de intercâmbio - tem sido uma das funções essenciais da civilização: subordinar o princípio do prazer ao princípio da realidade, converter o homem em instrumento de trabalho cada vez mais alienado. Esta transformação brutal e penosa está invadindo lentamente a natureza exterior. Certamente, a natureza tem sido sempre uma dimensão (durante muito tempo a única) do trabalho: manifestação de beleza, da tranquilidade, de uma ordem não-repressiva. Por seus valores, a natureza era a própria negação da sociedade de intercâmbio, com seus valores de lucro e utilidade.
 
O mundo natural é, contudo, um mundo histórico, um mundo social. Ainda como negação da sociedade agressiva e violenta, a natureza pacífica é obra do homem (e da mulher), obra de sua produtividade. Ora, a produtividade do capitalismo é expansionista em sua própria estrutura: reduz progressivamente o espaço natural situado fora do trabalho e as recreações organizadas dirigidas.
 
O processo que submete a natureza à violência da exploração e da contaminação é, sem discussão, um processo econômico (modalidade de produção), mas ao mesmo tempo um processo político. O poder do capital invade a natureza em todo e qualquer lugar de desafogo e evasão. É a tendência totalitária do capitalismo monopolista: é preciso que o indivíduo volte a achar natural sua própria sociedade, a isolar um caminho perigoso de escape e resistência.
 
No atual grau de desenvolvimento, a absoluta contradição entre riqueza social e seu emprego destuidor está começando a penetrar na consciência das pessoas, até mesmo na consciência e no inconsciente  dirigidos e doutrinados. Sente-se, e sabe-se, que já não é necessário viver como instrumento de trabalho e recreação alienados. Sente-se, sabe-se que o bem-estar já não depende de um perpétuo incremento da produção. A rebelião dos jovens (estudantes, operários, mulheres) é a subversão, em nome da liberdade e da felicidade, de todos os valores pelos quais se guia o sistema capitalista. E esta rebelião está orientada para a busca de um meio ambiente natural e técnico radicalmente distinto, critério que está se convertendo em base de experiências subversivas: tentativas de comunidades norte-americanas com o fim de estabelecer relações não-alienadas entre os sexos, entre as gerações, entre o homem e a natureza; tentativas para sustentar a consciência de rechaço e renovação.
 
Neste contexto tão político, o movimento ecológico invade o espaço vital do capitalismo - a ampliação da área de lucro, do exagero, do exagero produtivo. Não obstante, a luta contra a contaminação se reabilita facilmente. Hoje quase não existe publicação que não exorte a ´salvar o meio-ambiente´, a acabar com a contaminação e o envenenamento. Criam-se numerosas comissões encarregadas de controlar os culpados. É claro que o esforço ecológico pode servir muito para embelezar o meio-ambiente, torná-lo mais agradável, menos repulsivo, mais suportável. Evidentemente é uma melhoria; mas também um fator de progresso porque, através desta melhoria, certo número de necessidade e aspirações começam a manifestar-se no próprio seio do capitalismo e a transformar a conduta dos homens, sua experiência, sua atitude frente ao trabalho. Se irão deixando para trás as reivindicações econômicas e técnicas, para passar a uma polêmica que questiona a própria moralidade de produção e o estilo de consumo.
 
Num contexto mais amplo, a luta ecológica se choca com as leis que regem o sistema capitalista: leis de capitalização crescente, de criação de uma mais-valia adequada, do lucro, da necessidade de perpetuar o trabalho alienado, a exploração. Michel Bosquet o expressou bem: `A lógica da ecologia é a negação pura e simples da lógica capitalista; não se pode salvar a terra pelos princípios do capitalismo, não se pode desenvolver o Terceiro Mundo segundo o modelo capitalista.´
 
Em última análise, a luta pela ampliação do mundo da beleza, da não-violência, da tranquilidade, é uma luta política. A insistência nestes valores, em restaurar a Terra como meio ambiente humano, é não só uma idéia romântica, estética, poética, que concerne aos privilegiados: é, hoje, uma questão de sobrevivência. É preciso que os homens aprendam por si mesmos que é indispensável mudar o modelo de produção e consumo, abandonar a fabricação de elementos bélicos, de coisas supérfluas, de artefatos, e substituí-la pela produção de objetos e serviços necessários para vida de menos trabalho, de trabalho criador, de prazer.
 
A meta continua sendo o bem-estar, mas um bem-estar não definido por um consumo cada vez maior a custa de um trabalho cada vez mais intensivo, e sim pela conquista de uma vida livre do terror, da escravidão em relação ao salário, da violência, do fedor, do barulho infernal no nosso mundo industrial capitalista. Não é o caso de embelezar o abominável, de ocultar a miséria, de desodorizar o mau cheiro, de plantar flores nos cárceres, nos bancos, nas fábricas: não se trata de purificar a sociedade atual, e sim de substituí-la.
 
A contaminação e o envenenamento são obras tanto mentais como físicas, tanto subjetivas como objetivas. A luta por um meio-ambiente que assegure uma vida mais feliz, poderia fortalecer nos próprios indivíduos as raízes de seu desejo instintivo de liberação. Quando os seres humanos não são capazes de distinguir entre o belo e o feio, entre o silêncio e o barulho, já não conhecem a qualidade essencial da liberdade, da felicidade. Na medida em que ela passa a ser mais meio-ambiente do capital que do homem, a natureza contribui para a consolidação da servidão humana. Estas condições têm sua origem nas instituições básicas do sistema estabelecido, para o qual a natureza é, antes de tudo, o objeto da exploração lucrativa.
 
Este é o irrecuperável limite interior de toda ecologia capitalista. A verdadeira ecologia desemboca em um combate ativo em prol de uma política socialista que deve conseguir atacar as raízes do sistema, ao mesmo tempo que o processo de produção e a consciência mutilada dos indivíduos.